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quarta-feira

Liberdade..ó liberdade

Não se sabe ao certo o início da liberdade de imprensa no Brasil, ou se ela realmente existe. O fato é que muitas pessoas se aproveitam de cargos políticos, nomeações, e outras vantagens, para “virar” jornalista. É certo, que existem muitos, e quando eu digo muitos é porque não são poucos, jornalistas de nome e real profissionalismo, não podemos desmerecer estes profissionais. Porém, não estou falando destes. E para quem ainda acha que formação universitária não tem a devida importância, peço que olhe o curriculum dos jornalistas das grandes emissoras. Seja você advogado, médico, programador, pedreiro ou diarista. Todos os profissionais devem ser valorizados e estimulados ao crescimento. Respeito, é isso que esperamos, afinal de contas não confiamos quatro anos (e mais alguns tantos pela frente!) para morrer na praia!

quinta-feira

O jornalismo e eu


Momentos filosofais, quase aterrorizantes. O estádio era do espelho, o sujeito moderno morreu, a razão quase virou verdade, o homem quase se tornou o centro do universo..e quem diria! Eu, quase virei filósofa!

Porém, toda a minha tentativa “filosófica” dos últimos dias valeu a pena! Valeu a pena quase pirar com Descartes e comemorar que Freud já morreu. Tudo valeu a pena! Afinal de contas, mais um semestre se passou e um ano de faculdade se foi.

Neste último semestre, descobri o que realmente é e o que se faz no jornalismo. Mesmo com a não obrigação do diploma, eu persistirei! E faço um pedido a vocês, meus amigos estudantes, que não desistam do curso, muito menos de lutar pelos seus direitos.

Porque ainda que o diploma não volte a ser obrigatório, podemos mostrar a importância dele, fazendo a diferença para um jornalismo mais ético no futuro.

segunda-feira

Devaneios filosofais de uma estudante


Depois de algumas horas, de muitas teorias e alguns devaneios, me vi rodeada de vários textos completamente densos e tudo parecia girar em minha cabeça.

Muito bem é hora de parar, respirar, e quem sabe depois, recomeçar. Assistir o jogo da seleção brasileira? É, um bom programa! Decidida levantei-me e fui ao encontro da nossa amiga dos domingos, a televisão.

Não muito tempo depois do início da partida, acontece um gol do time adversário, pensei comigo, devo estar vendo coisas! É eu não estava! Infelizmente aquele gol não era do Brasil. Porém, como uma boa torcedora que não desisti nunca, fiquei ali, firme e forte, não seria possível não ter uma virada!

Acaba o primeiro tempo e nada, ou melhor, o sujeito moderno, quer dizer o sujeito lá, o tal time, fez outro gol. Decepcionada, penso seriamente, em voltar o pensamento aos meus filósofos, sim leitor, meus, a essa altura eu já estava tão intima deles que já podia chamar de “meus”.

Mas, resolvi ficar, acabei dando razão ao meu “ego” inconscientemente. Você não entendeu nada não é? É eu também pouco estou me entendendo, mas nesse caso o que eu quis dizer é que acabei tendo sorte, pois, a seleção, como eu esperava, virou o jogo, acabando por três a dois.

Satisfeita com o resultado, desliguei o aparelho repressivo que se encontrava a minha frente e voltei para dar mais uma olhada nos meus amiguinhos filósofos. Fixei meus olhos lentamente sobre o texto que dizia “A morte do sujeito moderno”, mais uma vez minha mente fértil entra em ação, será que vou acabar como ele? (pensei enquanto observava o possível inimigo mortal). Fiquei com um pouco de medo da resposta que receberia do meu inconsciente e resolvi guarda-los por um momento.

É leitor como você deve imaginar, guardei-os e só me lembrei deles no outro dia. Então, recomecei minha conversa teórica semiótica pós-moderna. E surpreendentemente, embora, ainda esteja me sentindo meio “Kitsch”, estou sã.

A crise do diploma


Extra! Extra! Profissionais da comunicação de todo o Brasil são comparados a cozinheiros e perdem o direito adquirido há 40 anos.

O direito ao reconhecimento do diploma de graduação em comunicação social foi vetado, na última quarta-feira, pelo Supremo Tribunal Federal, após oito anos de indecisões.

É considerável que temos um grande número de jornalistas “não formados” que desempenham muitíssimo bem seu papel, e não é preciso nem citar nomes. Muitas vezes melhores do que pós-graduados e doutores, esses profissionais já são ícones seja da televisão, rádio ou outros meios de comunicação.

Entretanto, nossos focos não são os “bons” e já conhecidos. E sim os novos que irão entrar por conta da liberação, muito provavelmente, a maioria sem a menor capacidade intelectual para desempenhar a função.

Pois então, lamento desaponta-lo Senhor Ministro, mas os jornalistas não seguem receitas e muito menos preparam menus. Nada contra os cozinheiros, muito pelo contrário, respeito à profissão como qualquer outra. Mas, assim como não faz sentido comparar médico com advogado, muito menos fará jornalista com cozinheiros!

Temos nossas regras sim, como toda a profissão, o que talvez fosse comparado a “receitas”, porém não tem como se aprender na prática como se portar em uma redação de jornal, por exemplo. A possibilidade até há, entretanto haveria alguns traumas populacionais antes do sujeito aprender a função.

No momento o Irã é uma boa e nova oportunidade para os novos “jornalistas” mostrarem a cara, já que de acordo com a nova lei, aquele que provar ter competência para a função e conseguir o registro já pode ser considerado um profissional da comunicação.

Mas, tenho uma notícia boa para você, estudante de jornalismo, que ficou revoltado com a decisão do STF. A decisão não é definitiva e pode ser recorrida a qualquer momento ou falando-se de justiça brasileira, esperar mais 40 anos para ser resolvida.