sábado

Uma história triste de Natal



Um homem. Uma vida. A luta contra o vício. As drogas. Neste dia de tanta alegria gostaria de vir aqui contar algo de bom a vocês, mas a história deste jovem fez-me mudar de ideia.

Eu estava em minha cama me espreguiçando, quando no meu relógio marcava 9h, levantei descansadamente e fui lavar meu rosto. Entretanto, uma correria inesperada

Chamou a minha atenção. Parece que o tumulto era em minha rua sempre tão calma.

Aproximando-me devagar e falando com alguns vizinhos, identifiquei que se tratava de um caminhão com carroceria furgão, que estava parado em frente ao muro da casa ao lado da minha e aparentemente tinha uma pessoa morta no banco.

Isto aconteceu no dia 19 de dezembro, porém só agora posso contar a história, pois sei o verdadeiro motivo da morte. Talvez seja por algum motivo especial, hoje é véspera de Natal, e muitas pessoas podem morrer nessas condições. O homem qual relatei, moreno, alto e de aparência jovem, era Reginaldo de Freitas, 25 anos, morador de Águas Mornas, interior de Santa Catarina e trabalhador de uma empresa de entrega de carvão, de Correia Pinto/SC.

Ele estava no descanso do trabalho, quando parou o caminhão na Rua Ana Nunes Costa, entre o número 43 e 44. Reginaldo foi até uma casa próxima e voltou rapidamente, sentou no banco carona e de lá só saiu após a perícia médica.

O jovem portava em sua pochete (bolsa pequena), um pacote de drogas, e no local da morte foi achado outros papelotes, o que levava a crer que Reginaldo tinha consumido a substância durante a noite. Durante a semana que passou saiu o resultado da perícia, o entregador morreu de overdose. Exatamente uma semana antes do nascimento do Menino Jesus, ele deixou sua família, a jovem esposa e um bebê de apenas vinte dias.

Hoje é véspera de Natal, não perca esta oportunidade, celebre com sua família. Este momento não irá voltar mais. De um ano para o outro, pessoas morrem, nascem, casam, vão morar em outros lugares, e não iremos mais vê-las. Por este motivo, neste Natal, na sua vida, não use drogas, não se embriague. Seja feliz, da sua melhor forma, naturalmente, para receber o Menino que nasce novamente, nos trazendo a bonança e alegria de um novo ano.

quarta-feira

Liberdade..ó liberdade

Não se sabe ao certo o início da liberdade de imprensa no Brasil, ou se ela realmente existe. O fato é que muitas pessoas se aproveitam de cargos políticos, nomeações, e outras vantagens, para “virar” jornalista. É certo, que existem muitos, e quando eu digo muitos é porque não são poucos, jornalistas de nome e real profissionalismo, não podemos desmerecer estes profissionais. Porém, não estou falando destes. E para quem ainda acha que formação universitária não tem a devida importância, peço que olhe o curriculum dos jornalistas das grandes emissoras. Seja você advogado, médico, programador, pedreiro ou diarista. Todos os profissionais devem ser valorizados e estimulados ao crescimento. Respeito, é isso que esperamos, afinal de contas não confiamos quatro anos (e mais alguns tantos pela frente!) para morrer na praia!

sexta-feira

Palhoça, sem mobilidade

Estava caminhando em direção a redação do jornal, quando um jato de poeira atingiu meu rosto. Ainda meio tonta, pelo impacto do vento contra meu rosto, abri meus olhos lentamente, e vi que se tratava de uma máquina patrol, que está arrumando a Rua Aniceto Zacchi.
Um pouco mais aliviada, continuei minha caminhada. Naquele mesmo dia, eu tive acesso a uma pesquisa de um jornal regional de Florianópolis, que mostrava Palhoça como a pior mobilidade urbana do Estado, entre dez cidades que entraram na pesquisa.
Este acontecimento, me fez refletir. Na análise em questão, Palhoça aparece como último lugar, na maior parte das categorias, com exceção do transporte coletivo e do trânsito. Quem ficou com a pior nota nestas categorias foi Florianópolis, o segundo pior índice.
No quesito transporte coletivo, concordo, nossos ônibus são limpos e bem rápidos. Mas e o resto? Onde estão às ciclovias, as vagas de estacionamento. E em muitos lugares também falta calçada suficiente.
De todas as pessoas ouvidas na pesquisa, à maioria declarou que se tivessem mais acesso a ciclovias, deixariam os carros em casa, e iriam trabalhar de bicicleta. Opa! Esta atitude não só iria diniminuir o problema com estacionamentos, como também seria uma ação ecologicamente correta. Só faltam as ciclovias...

terça-feira

A Redação mais bonita da cidade!
Amei!!
Não podia ser melhor..

http://http//www.youtube.com/watch?v=4KpoHyz1Kns

sexta-feira

Perguntas no caminho


Outro dia caminhando pela praia, sem muito a cabeça, me deparei com certas dúvidas
que cercam nosso planeta.


Já se deparou com aquelas situações irritantes, quase ignorantes? Nossa vida é cheia desses momentos. Momentos esses que temos que respirar fundo e pensar algo que não posso citar agora.
Porém não falo de ignorantes de cultura, conhecimento, e sim de ignorância propriamente dita. A melhor palavra seria: estupidez ou intransigência, outra característica que ronda entre esses seres. Nós que nos declaramos há bilhões de anos “seres humanos”, ultimamente estamos usufruindo de comportamentos pouco habituais. Como discussões tortuosas, falta de controle emocional, razão exacerbada, consumismo exagerado, ausência de humildade. Coisas como corrupção, estupros, suicídio, tráfico de drogas e assassinato. São apenas consequências normais, ou não!
E o pior é ver que mesmo quem se controla para não “entornar o caldo”, ou seja, se deixar influenciar, até esses estão sendo empurrados para entrar no fluxo. Porque se você não entrar na dança acabará saltando fora, pois terá de dar lugar aos concorrentes.
Assim é no trabalho, no namoro, no casamento, em qualquer relacionamento. Estes estão cada vez mais doentios e ameaçados, tem suas exceções, mas, são poucas.
Porque as pessoas confundem o fato de usar aliança, que é apenas um símbolo de amor, e enfrentam como uma forma de autoridade sobre o outro? Porque algumas pessoas não aprendem nada com as experiências passadas? E ainda têm alguns desses que acreditem que já viveram outras vidas, então porque tamanha ignorância?
Tantas são as perguntas que nos fazemos, em relação a esta estupidez do mundo moderno, e infelizmente poucas obtêm resposta. Queria tanto as responder, para todos vocês. Mas, infelizmente a afirmação tão esperada, só se fará plausível, após a mudança de comportamento de cada um, eu e você, individualmente.
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quinta-feira

Lembranças de mim...


Na infância somos seres guiados por cheiros, sensações e sentimentos. Pena que
Chega à razão, e as lembranças se tornam tão mais pesadas.
Hoje eu queria ser como um passarinho, livre para voar,
E não mais lembrar.
Viver uma vida nova, uma vida vivida a cada dia, como se fosse
O último e mais importante de todos.
Uma vida mais serena e menos pesada, paz de espírito
É o que desejo e nada mais.
Tenho tudo o que desejo para ser feliz, e porque ainda me
Incômoda, certas lembranças.
Porque me corrói o peito como espinho, quando aranha
Sobre a pele.
Porque ser tão humano, até o profundo do meu ser!
Hoje só procuro algo que console meu coração e me
Faça encontrar meu verdadeiro eu, que jamais viveu.

sexta-feira

Nós os humanos...

Todos os verões a ilha da magia dobra em número populacional, por conta dos viajantes estrangeiros. Sejam eles argentinos, japoneses, gaúchos ou cariocas, nada muda, são todos iguais.

Eles nos ajudam muito, principalmente na economia. Trazem culturas diferentes, variados idiomas, e curiosidade, muita curiosidade. Às vezes parecem seres estranhos, certas atitudes e palavras. Outro dia eu estava voltando do trabalho, quando sem querer, entrei no meio de um grupo de turistas, impedida de seguir viagem, fiquei ali no meio até o movimento aclamar, foi quando notei uma turista que fotografava tudo que via na frente, sem se importar com quem passava, ela clicava o trânsito, os casarões, a praça XV... Tudo mesmo, Sem dúvida um comportamento um pouco diferente.

Mas, pensando de uma ótica mais “turistiana” porque eles notam certas belezas, que nós moradores não percebemos?

Será pura falta de percepção, ou falta de incentivo à cultura local? Durante os deslocamentos diários tantas coisas curiosas acontecem ao nosso redor, já parou para pensar nisso?

Porém, estamos tão envolvidos nos nossos interesses e compromissos que não notamos. Reclamamos por vezes seguidas, “minha vida é sempre a mesma”, “meu emprego não melhora”, entre outras coisas, mas será que estamos atentos aos sinais de mudança.

Entretanto os recém chegados ou visitantes, percebem o que não vimos, engraçado, né?

Frenquento as ruas e avenidas de Florianópolis, há 22 anos, e certas vezes me pego descobrindo detalhes que não sabia da existência. Estamos acostumados a viver o cotidiano, a rotina, andar todos os dias pelo mesmo caminho, encontrar as mesmas pessoas, alimentar-nos nos mesmos locais.

E porque não mudar, fazer tudo ao contrário, sair da rotina. Medo, nosso medo é maior que nosso espírito aventureiro. Talvez tenhamos medo do invisível, de algo que nem mesmo pode acontecer, mas, ainda assim o temos.

Imagine que eu sou uma parte de você, você sairia comigo? Mas você nem me conhece, eu não te conheço! Mas, eu sou você, e agora sairia com você?

Maluco? É difícil aceitar que temos defeitos e qualidades, que somos humanos e corruptíveis, pecadores e muitas vezes desleais. Porém também bondosos, amorosos, amigos e cordiais. E agora percebe quantas qualidades você tem? Percebe que os turistas, seja de qual nação forem, são iguais a nós. Consegue gostar mais de você.

Espero que você consiga um dia. Só assim, mataremos menos almas, e seremos menos cruéis com os que amamos.

terça-feira





















Menino Jesus
Foi em Jerusalém, há muitos anos
Nascia um Menino,
O homem que a Terra inteira
Iria adorar.

Na noite mais bela da terra
Deitado na manjedoura o Cristo
Trouxe-nos a luz,
Que até hoje é renovada,
De casa em casa,
Coração em coração, na noite de Natal.

Espalhou-se como uma linda canção de amor.
A mesma que a humanidade cantou,
Quando a Estrela Cadente brilhou!

sábado

Um dia uma pessoa me falou que as melhores
Coisas da vida não são os momentos e sim as pessoas que
Escolhemos para vivê-los.
Hoje posso dizer que sei que essa pessoa estava certa.
Pois, tenho pessoas muito especiais ao meu lado e me sinto
Muito mais feliz com elas.

Obrigada a todos os meus familiares e amigos que
me ajudaram a ser a pessoa que sou hoje.

Obrigada Mãezinha, pois além de me carregar nove meses
No seu ventre, cuida e zela por mim até hoje quando preciso. Amo você!

Obrigada ao meu noivo por me fazer sorrir mesmo quando
É quase impossível, é com você que quero passar o resto dos meus dias, meu futuro esposo, quero estar ao seu lado nas horas difíceis e nas alegres também! Te amo muito!

Obrigada aos meus amigos, tios, tias e primos. Eu não seria completa sem vocês.

Obrigada à alguém muito especial, que me ensinou
A ser uma pessoa verdadeira, honesta, carinhosa e me ensinou a gostar de português bem feito (sem querer você me influenciou ao jornalismo).

E finalmente, obrigada a Deus por estar sempre ao meu lado, não me deixar fugir do caminho e não me afastar destas pessoas maravilhosas!

sexta-feira

Rimando com Melissa



Mais uma manhã, o sol bate a janela,

Melissa acorda-se de um pulo tão bela
quanto à luz do dia.
Calma aí, mas isso aqui não rima!
Vou tentar novamente, ok?!

Melissa ia acordando e o sol já raiando.
Seus cabelos esvoaçantes,
quase brilhantes.

Até parece cena de novela!

E quando a menina olhou pela janela,
estava lá, um arco-íris tão colorido

quanto uma aquarela.
Melissa tinha uns onze anos,

e era muito sapeca,
sua maior diversão: Brincar de boneca!

Porém, o tempo passou,
e a menina destemida levantou,

mas lamentou, pois a infância passou
e a rima acabou!

terça-feira

Acadêmico de jornalismo inova, em TCC sobre drogas.

Foi nesta segunda-feira, 06, no auditório da Faculdade Estácio de Sá, às 19 h. Fernando Silva, acadêmico da 8º fase de jornalismo, mal pode conter a ansiedade. Ele era um dos formandos à espera da grande hora.

Com um tema não muito comum, a relação das drogas com as mães, Silva inovou em um relato de aproximadamente 60 páginas, onde disserta a experiência de mães de dependentes químicos. Também aborda dois casos de mães dependentes de drogas.

A grande reportagem é dividida em nove capítulos, tratando-se o primeiro de uma pesquisa com índices e percentuais da realidade que vivemos hoje no Brasil. Nos próximos sete, o acadêmico cita os relatos um a um, com exceção das narrativas das duas mães dependentes, abordadas em um só capítulo. E no último Fernando faz a conclusão do trabalho.

O motivo para a escolha do tema foi seu dia-dia. Ele é funcionário da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, por isso lida com muitas mães nesta situação. Isso o sensibilizava muito, por este motivo, no início deste ano quando começou seu projeto de TCC, escolheu o tema. Com o título Vício que separa: Relato das mães que perderam os filhos para as drogas. Seu trabalho conta a vida destas mães, e todos os seus sofrimentos na convivência com um dependente.

“Preferi não citar nomes. Pois algumas pediram para não ser citados. Então para não falar umas e outras não. Resolvi deixar todas anônimas.” Relatou Fernando sobre seu trabalho.
O estudante ainda confessou, que nestes quatro anos, nunca viveu momentos tão intensos. Tendo que correr atrás da notícia realmente. Lembra dias que caminhou muito, subiu morros e até os momentos em que ficou frente a frente com as mães.

“Muitas vezes tinha que fazer uma pausa, pois as mães perdiam o controle choravam e não conseguiam continuar. Li alguns livros sobre técnicas de reportagem, isso me ajudou na hora da improvisação.” Falou lembrando-se dos momentos de apuros e imprevistos.

Um depoimento que o emocionou muito foi o de uma mãe de classe alta, que quando perdia o controle com seu filho o acorrentava para ele não sair de casa. Essa mãe acabou perdendo seu filho para a prisão. Ele foi preso por assassinato, após matar um homem estrangulado com um fio de ventilador. Nestes casos Silva falou que colocou um relato do Psiquiatra Marcos Zaleski, para esclarecer o motivo do descontrole das mães.

Outros casos ainda foram citados pelo acadêmico, que trabalhou durante todo este ano em função do seu TCC. “É como se fosse um grito dessas mães para a sociedade...” Essa foi à frase que Fernando Silva, usou para sintetizar o tema do seu trabalho. Ainda citou que após a apresentação pretende mandar um release, para todas as mídias locais, divulgando sua reportagem.

sábado

Sem paz, sem encantos, sem amor!

“Foi muito bom comparecer aqui, mas estou de saída!” Esta foi à frase que possivelmente a paz declarou, antes de deixar a “Cidade Maravilhosa”.

E alguém se lembra de tal maravilha? Onde está o jardim florido? E os encantos mil? A alegria?

Infelizmente ficaram para trás, após a década de 30! Anos bons demais para ser verdade. Opa! Verdade..isso não te lembra alguma coisa...te peguei, hein?

Apesar de não ser da mesma década a Revista Realidade, publicada entre os anos 1966 e 76, fez a festa na grande São Paulo e também na Cidade Maravilhosa! Fora de todos os padrões jornalísticos da época, o impresso trazia sempre grandes reportagens, com enfoques polêmicos para o século.

Como Drogas, papel das mulheres na sociedade e até discussões sobre Aids, pílulas anticoncepcionais e aborto. Totalmente normal vendo na ótica do ano de 2010, século 21. Parece até estranho querer discutir isso, não é? Mas, e porque somos tão relevantes com a violência em nosso país. Que assim como a Aids, que embora discutida e rediscutida, continua a se espalhar pelo mundo.

Será que vamos ter um Brasil digno para apresentar aos nossos netos? Ou vamos ter que ensina-los a usar fuzil para ir comprar pão?

A tendência é que todos os Estados brasileiros se tornem “Cidades Maravilhosas”, ou seja, maravilhosa para quem visita e temerosa para quem vive. Nossos exércitos estão sendo bem treinados, na grande esquadrilha do complexo. O próximo passo será a guerra civil?

E agora muitas perguntas sem resposta...E o Brasil pedirá socorro, mais cedo ou mais tarde. Será grande a messe de inimigos, estejamos unidos e fortes!

Na Terra dos Extraterrestres!

Nasceu a maravilhosa sociedade do século 21! Parabéns aos insanos, os homens, esses que vivem na “terra” dos ETES! Para que tanta hipocrisia..porque tanta violência?

Tamanho são os revoltos sem causa! Acham que são autosuficientes, que vão vencer a guerra pelo medo e a paz vira em seguida?

Pena que estão tão enganados. Malditos os homens que pensam assim, e não terão nem uma casa para morar. Pois acham que investir em um imóvel é perca de tempo. Os americanos pensavam assim, e perderam suas hipotecas para o governo!

Há lógico! Você é autônomo..mas não paga nada para a previdência social, muito menos tem um plano de previdência privada. Lamento muitíssimo, porém você leitor é completamente normal!

Os anormais na sociedade dos macacos “século 21”, são os que se atrevem a ser como os antigos. Guardam dinheiro em uma poupança, pois, talvez precisem no futuro, e é quase certo, irão precisar. Economizam para comprar um imóvel próprio e não ligam quando os chamam de “velhos caretas”.

Porém, acho que não estou falando de você, opa talvez esteja! Se estiver saiba que você é anormal para o mundo de hoje. Entretanto, vamos todos envelhecer e bem mais rápido que nossos avós! E os normais terão de recorrer aos caretas, por isso não olhe para o seu vizinho com maldade, pois o mundo irá girar 360° graus e você pode precisar dele para ficar de pé.

quinta-feira

Cineart7, resistindo às prenuncias do tempo

Na época do glamour, das festas irreverentes e vestidos chistosos nasciam na capital de Santa Catarina uma idéia revolucionária que difundiria a sétima arte, os cineclubes.
Em novembro de 1986 surgiu o Cine Art 7, os fundadores foram os amantes do cinema, Darci Costa e Alberto Fermiano. A idéia começou, pela vontade de exibir filmes de arte, ou seja, não comerciais, para Florianópolis. O Cine Art começou como uma sala que proporcionaria à população um local que, com exceção, ao Clube Nossa Senhora do Desterro, seria o único espaço na Capital, a priorizar a exibição filmes fora do circuito comercial. A primeira mostra foi no palácio da câmara, Fermiano e Costa, já amigos na época, uniram-se. Alberto foi responsável por levar o filme e Darci o equipamento de projeção.

Nascido da paixão pela sétima arte, de Costa, bancário aposentado, e seu amigo Fermiano, o Cine Art 7 funcionou entre os anos de 1986 e 1997. Com a declínio dos cinemas de rua, o Cine Art, passara a ser a melhor escolha de lazer, sem matinês e mais opções, as pessoas passavam seu tempo, assistindo aos filmes do Cine Art.
A sede do cineclube permaneceu durante os onze anos de seu funcionamento, no mesmo local. O prédio foi emprestado pela Prefeitura de Florianópolis, aos criadores do Art 7, especialmente para a exibição dos filmes. Seu endereço era Rua Almirante Alvim, nº 491, até a urbanização, em meados do século XX, passando a ser conhecida como, Rua dos Ilhéus.
Trata-se de um prédio tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Município (decreto nº 270, de 30 de dezembro de 1986). A edificação foi construída no século XX (entre 1880 e 1890) e serviu como “residência particular” (final século XIX até 1920); Escola de aprendizes Artífices de Santa Catarina (1920), Liceu industrial de Florianópolis (1937); Escola industrial de Florianópolis (1942 – 1962); Faculdade de Ciências Econômicas (1963 – 1974); Colégio de Aplicação (1973 – 1977); Prefeitura Municipal de Florianópolis (1981 – 1997) e sede do BADESC (2001 até a presente data).
Em junho de 1997, a Prefeitura de Florianópolis deixou o prédio. Com o intuito de uma reforma, para melhorar as condições de frequentação da edificação. O Cine Art foi retirado do local, porém, a esperança era que com o término da reforma, fossem chamados para ocupar novamente o prédio.
Entretanto, após a reforma foi instalado no local a FUNDAÇÃO BADESC. Que não possuía espaço para sala de cinema. A carência de alternativas para exibição, e falta de verba, não deixou outra opção, senão o fim do Cine Art 7.

sábado

Tipo...Um dia "Daqueles"!


Naquela manhã, chovia. Uma garoa chata, que dava aquela sensação de “não quero levantar”! Porém, tenho muitos objetivos e para alcançá-los preciso lutar.Decidida, sai de casa. Minha mão já ocupada com vários papeis, tinha muito a resolver. Chegando ao local da primeira tarefa, bateu aquela dúvida... E agora? Será que pergunto...Pensei. Quer saber, vou seguir meu inconsciente. Mas, acho que ele não estava em um dos seus melhores dias. Porque, após andar 1 hora, 25 minutos e exatamente 28 segundos. Rendi-me a meu ego orgulhoso e calculei: Acho que estou no caminho errado! Finalmente resolvi pedir informação.Aproximei-me do senhor que cuidava da portaria e perguntei:

- Por acaso o senhor sabe onde fica esse endereço? Referi-me indicando o papel.O homem olhou, analisou e após respirar por 2 segundos, respondeu:

- Fica aqui neste prédio mesmo, no 3º andar.

Depois da resposta do cavalheiro, respirei aliviada. Comecei a subir a escada e pensei: “Este prédio tem 15 andares, e o elevador esta quebrado. Tomara que ele esteja certo.”Maldito pensamento, porque tenho que pensar tanto!Quando cheguei ao 3º andar, após bater diversas vezes a porta, um velhinho de cabelo grisalho e pálpebras cansadas, me recebeu com um, boa tarde sorridente. Fiz a pergunta novamente e ele me disse, convicto:

- Olha mocinha, trabalho aqui há 25 anos e a única empresa que conheço no ramo, fica no 15º andar!

Hã! Será um exercício e tanto, não! Mas, já que estou aqui, vamos lá.

Durante a longa caminhada, encontrei um vendedor de bala de goma, um vendedor de rede, algumas pessoas carregando móveis, e uma cartomante, que queria de qualquer jeito adivinhar meu futuro. Finalmente cheguei ao almejado destino. Realmente, encontrei o que procurava, e consegui realizar minha tarefa. Com atraso, porém com sucesso. Desta história toda, aprendi uma grande lição. Esteja sempre bem informado, pois você nunca sabe, quando precisara seguir seu inconsciente. E peça informação, mas, somente em último caso.

A um ausente

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

(Carlos Drummond de Andrade)

terça-feira

Veículos públicos de São José estão estagnados

Na fila para embarcar no coletivo, diversas pessoas mostravam a indignação e insatisfação na face. Com problemas de horários e lotação nos veículos, as empresas de transporte de São José, vêm recebendo reclamações sucessivas e não tomam providência alguma.

Os trabalhadores e moradores da Cidade, falaram do constrangimento e da falta de cuidados das empresas e da própria Prefeitura, em verificar a situação dos veículos usados.
Dora Savóia, 42 anos, moradora do Bairro Ipiranga, declarou que os ônibus que embarca são muito lotados. E os horários são muito demorados.

“Depois das 14h temos de esperar 30 minutos, para chegar o próximo coletivo. Acho que pagamos muito caro, por um transporte público tão carente.” Concluiu Dora.
Foto: Arquivo pessoal

O mesmo problema acontece com a linha Florianópolis/Forquilhas. Roberto Ezequiel, 23 anos, programador, anda todos os dias neste ônibus e relatou as dificuldades que passa. Admitiu que a greve é também, um grave problema, pois dificulta o tráfego e dificilmente, mudam algo relevante.

“Nossos ônibus são de 30 em 30 minutos. Porém, quando o motorista chega mais cedo no terminal, eles saem mais cedo. E não cumprem os horários. No final da tarde, também o problema de sempre, filas intermináveis. Por conta dos poucos horários.” Relatou o Programador, sobre o transporte de São José.
Os motorista e cobradores negaram as acusações. Os fiscais também, falaram que não sabiam desta situação. E afirmaram que vão averiguar as reclamações, e estudar os devidos acertos.

Como anda o Transporte Coletivo de Biguaçu

Foto: Roberto R. Ezequiel



Quem passa pelo terminal de ônibus do Centro de Florianópolis, TICEN, (Terminal de Integração do Centro), pode notar a dificuldade da população para se locomover. No espaço físico e nos coletivos.

Os moradores de Biguaçu, em sua grande maioria, precisam ir até a Capital para trabalhar. Nesta pequena viagem Biguaçu/Centro, os habitantes da Cidade presenciam diariamente, toda a deficiência e falta de cuidados com o transporte coletivo.

Emerson de Souza, estudante de Direito, 19 anos, embarca todos os dias às 17h40min no ônibus da UNIVALE, que vem no sentido Centro/Biguaçu. Apesar de residir na Cidade em que estuda, tem ir até o Centro todos os dias para trabalhar.
“Gosto de morar em Biguaçu, é uma Cidade que está crescendo muito. Porém, nosso transporte público ainda tem muitas carências.” Relatou o estudante, sobre o fato da falta de conforto dos veículos.

Quanto a insuficiências dos automóveis, Souza ainda acrescentou. “Têm bastante horários, os ônibus são em média de 15 em 15 minutos, e não costumam atrasar. Entretanto, o pior problema está com o interior dos coletivos.”

Todos os habitantes e trabalhadores que embarcam na linha foram unânimes na afirmação, de que a maior dificuldade acontece, pelo fato dos automóveis serem muito antigos. A falta de conservação dos coletivos e de preocupação das empresas com a população.

Essa situação vem ocorrendo há bastante tempo. Os moradores embarcam no ônibus, e na maioria das vezes tem de descer no meio da viagem, pois o ônibus quebra, ou acontece algum outro problema mecânico.
“Na maioria das vezes são ônibus muito antigos mesmo, modelos que nem são usados mais. E são reaproveitados. Todas as semanas têm algum problema de demora por conta de troca de ônibus.” Assim se referiu aos problemas do transporte, Francieli Martins, 20 anos, comerciante e também moradora de Biguaçu.
Os fiscais presentes no terminal, afirmaram que as providências necessárias estão sendo avaliadas. Ainda assim, não podem afirmar nenhuma mudança imediata para este ano.

sábado

Biguaçu, a Cidade que respira Arte!

Durante o percurso do ônibus Biguaçu/Florianópolis, os olhos atentos de Ana Carina, 20 anos, percorrem a folha com notas musicais.

Diariamente Carina, que é atendente de padaria, no centro de Florianópolis, percorre o caminho estudando suas partituras. Assim como a atendente, milhares de jovens estão tendo fácil acesso a música e a cultura em Biguaçu.

“Na minha Cidade é muito comum, jovens fazendo aulas de música. Temos bastante incentivo a cultura, e isso nos ajuda.” Falou Carina, em decorrência do fato de que em outras Cidades, não há tal incentivo.

A jovem estuda órgão, um instrumento pouco tocado nos dias de hoje. Porém, Ana afirmou que em Biguaçu, depois da abertura da Escola Municipal de Música, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura, muitas pessoas estão tendo acesso a esse conhecimento. Na escola, os alunos podem aprender diversos instrumentos, entre eles o órgão. Inclusive muito procurado por jovens e adultos, que procuram uma forma de se envolver com a comunidade.

A Escola tem projetos, em que busca o envolvimento da comunidade. Conta com diversos consertos musicais, estes, com artistas locais e de outras Cidades. Também trabalha com o projeto “Portas Abertas”, trata-se de um dia em que alunos de escolas da região e cidades vizinhas, podem visitar a escola e conhecer melhor vários instrumentos. Atualmente a escola conta com mais de 1200 alunos, todos aprendendo música gratuitamente.

Outro Centro de Arte, muito importante da região é o Casarão Born, que hoje faz parte do turismo da Cidade, como um dos maiores Centros Culturais da região. A edificação é tombada pelo Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Santa Catarina.

Sua história começou em 1891 quando foi construído, depois de uma iniciativa de João Nicolau Born, Prefeito de Biguaçu, e seu filho Lúcio Born. Depois de sua inauguração a Casa Born, já abrigou a sede da Sociedade Recreativa 17 de Maio, o Fórum da Comarca de Biguaçu, e a Câmara Municipal de Vereadores.

Atualmente, dentro da sede funcionam, a Academia Municipal de Letras, um centro de informações, a biblioteca virtual com 10 computadores com acesso à internet, e dois salões para exposição, destinados aos artistas locais.

Nesta sexta-feira, 15, o Casarão Born comemorou um ano funcionando como Centro Cultural. Ele foi reaberto depois de dez anos fechado, por problemas de conservação no prédio, inaugurado em maio de 2009. Para celebrar a conquista dos moradores e da cidade, após um ano aberto, o Casarão esta com uma repleta programação. Entre mostra de cinema, apresentações teatrais e outras diversas atividades culturais para a comunidade.

A programação começou na sexta-feira, 15, e se estenderá até dia 22, na próxima semana. Serão apresentações em vários lugares diferentes, com intuito de deixar o público mais perto dos artistas e da comunidade.

Balão Surpresa

Quem não lembra destes balões, que fazem à alegria da garotada nas festas infantis. Você pode até nunca ter sentido a sensação de estourar um, mas já aparou as balinhas, chocolates, brinquedos e muitas mais surpresas que podem vir dentro dele.

Infelizmente, com o tempo, perdemos os encantos de criança, e os balões já não mais são recheados de brinquedos e balas. Agora nossos balões estouram sucessivamente e mais rápido. Fazendo nos depararmos com as alegrias, ousadias, sonhos de nossa vida.

Porém, também trazem angústias, sofrimentos, mágoas, saudades... Saudades, ah saudades, como doem, quando chegam inesperadamente! São essas as tais surpresas da vida, que nos fazem pensar: “Até onde vale a pena nossos consumismos?” E porque ainda não nos acostumamos a viver sem tais banalidades?

Das coisas mais importantes da vida, poucas são realmente importantes. Aquelas as quais oferecemos menos valor, talvez sejam as mais relevantes hoje. Aqueles pequenos momentos, que só são notados quando o balão estoura, definitivamente. Não a mais saída, temos que lutar, não se pode reconstruir o balão, mas precisamos agir antes que nossa vida se torne um grande balão, onde as coisas já não têm reversão.